JavaScript não instalado ou desabilitado!

PT Ceará

COMUNICAÇÃO
NOTÍCIAS POR E-MAIL


PT CEARÁ
PT CEARÁ

GOVERNO
GOVERNO

COMUNICAÇÃO
COMUNICAÇÃO

COMUNICAÇÃO
PUBLICAÇÕES

* PT nas redes sociais
YoutubeTwitterOrkutFacebook

PRINCIPAL * Ceará * Coluna Prestes


Oficiais da Coluna Prestes
A+   a-      Imprimir   Enviar para um amigo   Indicar erro


12-12-2006

Monumento marcará passagem da Coluna Prestes pelo Ceará


Para marcar os 80 anos da passagem da Coluna Prestes no Ceará, será inaugurado, na próximo dia 14/12, em Crateús, um monumento em homenagem ao movimento.

A cidade foi o único município cearense onde houve combate entre o 2º destacamento da Coluna e as forças legalistas do governo Artur Bernardes. O monumento de 13,5 metros é de autoria de Oscar Niemeyer. O arquiteto criou e disponibilizou o projeto para os municípios pelos quais a coluna passou. No Ceará, com iniciativa da Comissão de Anistia e recursos do governo do Estado, o marco foi erguido. Este é o quarto no país. Pouco discutida, pelo menos no cenário cearense, a história da Coluna Prestes talvez precise ser redescoberta no Estado. A marcha cruzou a fronteira com o Piauí, entrando pela Serra da Ibiapaba, entre Guaraciaba do Norte e Ipueiras. Nessa frente, seguia o 2º destacamento, comandado por João Alberto, chamando as atenções do governo. Enquanto isso, Luiz Carlos Prestes seguia com os 1º, 3º e 4º destacamentos pelo sul do Ceará, rumando para o Rio Grande do Norte. O contigente maior da Coluna esperava em Arneiroz a chegada do destacamento João Alberto. Este, no dia 13 de janeiro de 1926, chegava a Ipu. Daí, seguiu por Ipueiras, Nova Russas e distrito de Sucesso. Em seguida, a cidade de Crateús foi invadida. Após o ataque mal sucedido, a Coluna bate em retirada, seguindo para Arneiroz. Com o movimento unificado, a marcha caminha pelo norte até Pereiro, onde finalmente cruza a fronteira do Rio Grande do Norte. Padre resgata a Coluna no Ceará Na cidade cearense onde o fato mais relevante da Coluna Prestes aconteceu, Crateús, as lembranças da história parecem se esvair entre os moradores. Os mais velhos ainda transmitem o pouco que resta aos filhos. Para os mais novos, adolescentes e crianças, Coluna Prestes é nome que soa estranho e provoca aquela expressão corriqueira de quem imagina: “o que é isso mesmo?”. Já padre Geraldo Oliveira Lima é um dos poucos que, em Crateús, consegue lembrar claramente da história do movimento. Padre Geraldinho é autor talvez do único livro que trata da passagem da Coluna Prestes no Ceará, com o privilégio de ter conversado com testemunhas, como o próprio Luiz Carlos Prestes, entre outras pessoas que viveram o episódio nos municípios por onde os revolucionários passaram. “A Coluna Prestes é uma epopéia”, compara o pesquisador. Na década de 1970, padre Geraldinho passou oito anos pesquisando e entrevistando testemunhas. A idéia era que historiadores de todos os Estados por onde a Coluna passou fizessem sua pesquisa. Mas, só o padre levou o compromisso adiante. O resultado foi a obra “Marcha da Coluna Prestes Através do Ceará”. Por isso mesmo, ele fala com tanta certeza e admiração do fato. Segundo o pesquisador, o comandante João Alberto nunca comentou sobre o combate em Crateús com Carlos Prestes. Quem afirmou isso ao escritor foi o próprio Prestes, por telefone, ressaltando também a coragem de João Alberto. “Ele falou para mim que João Alberto sempre foi muito corajoso, ele não media perigo”. As histórias dos moradores de Crateús à época são reveladoras para se entender e sentir o que aconteceu na cidade. No livro, o morador Frutuoso Lins, jovem em janeiro de 1926, diz que foi o guarda da Estação quem lhe contou que quando o relógio bateu 3h “rebuou uma saraivada de rifles e fuzis”. Com detalhes, Lins explicou como se deu a ação inicial da invasão. Foi o próprio João Calixto, guarda da Estação, que revelou a euforia dos revolucionários no local. “Entre 4 e 5 horas da manhã, corriam eles pelas calçadas cantando ‘Mulher rendeira’ e gritando ‘Queima Chicuta’ e batiam com o coice do rifle nas portas da Estação”. No resgate histórico, há detalhes ausentes em qualquer livro didático, grande diferencial de sua obra. Como o susto de dona Maria Augusta ao deparar com o tenente Tarquínio, que comandava uma das tropas da Coluna, na porta de sua casa. Contou ela que Tarquínio pediu a seu irmão que lhe mostrasse as trincheiras da polícia. Foi aí que dona “Nenem” Augusta segurou o braço do “mano” impedindo-o de ir. Ainda assim, o tenente insiste com ela: “Solte o rapaz, dona! Deixe o rapaz, dona!”.

 

* MAIS
A+   a-      Imprimir   Enviar para um amigo   Indicar erro

 

 

1999-2014. Conteúdo Oficial - Partido dos Trabalhadores - Ceará
Av. da Universidade, 2189, Benfica, Fortaleza - CE
CEP: 60020-181, Fone: (85) 3454-1313

Portal: www.ptceara.org.br
Produzido e Atualizado pela Comunicação do PT Ceará e TEIA DIGITAL