Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas, e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?
Presidente: Tudo bem, Luciano.
Apresentador: Presidente, as fortes chuvas castigaram cidades dos estados de Alagoas e Pernambuco, nesta semana o senhor esteve em algumas áreas atingidas, não é isso?
Presidente: Olha, Luciano, nós fomos visitar algumas cidades que foram atingidas pelas enchentes no estado de Pernambuco e de Alagoas, e ficamos todos estarrecidos com a gravidade do problema, com a quantidade de água que caiu num único dia. A maior enchente da história, que envolveu mais de 30 cidades, e que agora nós estamos num processo de reconstrução. Eu fiz questão de visitar a região e de levar vários ministros, para que a gente veja "in loco" a situação que as pessoas estão vivendo e para que a gente tome medidas mais rápidas do que aquelas que a própria legislação permite que a gente tenha que tomar. Se nós formos cumprir todo o ritual de decretação de calamidade, de exigência de todos os papéis que precisam para dar recurso para as cidades, ou seja, nós vamos demorar aí seis, sete, oito meses para resolver o problema, quando na verdade nós temos cidades praticamente destruídas. Nós tomamos a decisão de dar R$ 275 milhões para cada governador, foi depositado na conta do estado de Alagoas e na conta do estado de Pernambuco R$ 275 milhões. Depois é que nós vamos contabilizar isso e vamos querer documentação para provar onde esse dinheiro foi gasto, porque não é possível que a gente fique perdido na burocracia, enquanto milhares de pessoas estão perdidas, sem casa, sem endereço, cidade sem igreja, cidade sem prefeitura, cidade sem cartório. Ou seja, nós temos que reconstruir o máximo possível e o mais rapidamente possível. E nós precisamos, então, agora, apressar as atitudes do governo com saúde, com educação, reconstruir as escolas, reconstruir hospitais, levar vacinas, levar remédios e colocar dinheiro à disposição, para que as coisas possam começar a acontecer nessa região, sobretudo, para despertar outra vez esperança no povo que mora nessas cidades. Obviamente que, para reconstruir as casas, para reconstruir as cidades, nós não poderemos gastar o dinheiro reconstruindo no mesmo local que teve enchente. Daí porque a responsabilidade dos prefeitos, dos governadores, de procurarem locais fora da área das enchentes, para que a gente possa utilizar os recursos do Governo Federal, e reconstruir casas, reconstruir as cidades que precisam ser reconstruídas.
Apresentador: Quais os próximos passos agora, presidente?
Presidente: Na medida em que nós depositamos R$ 275 milhões na mão de cada governador, o que nós esperamos é que os governadores juntem os prefeitos e comecem a refazer e a reconstruir as cidades. Da parte do Governo Federal, por exemplo, nós colocamos R$ 1 bilhão de financiamento, para financiar o comércio e a indústria. Ou seja, essas cidades têm pequenos e grandes comércios que precisam voltar a funcionar, e parte do comércio na beira do rio foi extinto, acabou. Então, é preciso que a gente permita que as pessoas se reconstruam e que possam voltar a ter uma atividade econômica para fazer a cidade crescer. Depois, nós também tomamos a atitude de liberar o Fundo de Garantia para aqueles trabalhadores que tenham Fundo de Garantia (FGTS), e ao mesmo tempo, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal, através do programa Minha Casa, Minha Vida, vão trabalhar para a reconstrução das cidades. Ou seja, para isso é importante que os prefeitos e os governadores nos ofereçam os terrenos fora da área de risco, para que a gente possa reconstruir as cidades que foram dizimadas pelas enchentes.
Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, agora mudando um pouco a pauta, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e e Estatística) divulgou na quarta-feira passada, pesquisa sobre os orçamentos das famílias brasileiras. O que os números mostram, presidente?
Presidente: Olha, o que os números mostram, Luciano, é que a vida do povo brasileiro está melhorando. Ou seja, eu como cidadão brasileiro, como ex-metalúrgico, como ex-dirigente sindical, eu como presidente da República fico extremamente feliz quando eu percebo que as pessoas estão tendo um pouco mais de dinheiro para fazer a sua compra no final do mês. Isso para mim é motivo de orgulho, saber que o povo está comendo mais, e está comendo melhor. Eu acho que isso é a compensação das políticas públicas que o governo tem feito, sobretudo na área de inclusão social, na área de distribuição de renda, na área de transferência de renda. Eu acho que está valendo a pena a gente dizer ao mundo que a gente tem que distribuir para a economia crescer, e não esperar a economia crescer para distribuir. Ou seja, quando você dá um pouco de dinheiro às pessoas mais pobres, eles não compram dólares eles não aplicam na Bolsa. Eles vão no supermercado comprar comida, comprar roupa, comprar as coisas que ele precisam para sobreviver. E é isso que me deixa muito feliz, de saber que o nosso povo está melhorando a sua condição de vida.
Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula, e até a próxima semana.
Presidente: Obrigado a você, Luciano, e até a próxima semana.
Apresentador: Você pode acessar este programa em www.cafe.ebc.com.br.
Presidente: Lembrando, Luciano, que domingo que vem eu estarei falando com vocês de Guiné-Bissau, ou da Guiné Equatorial, porque eu estarei viajando. No sábado eu estarei em Cabo Verde, no domingo eu estarei em Guiné-Bissau, e à tarde estarei em Guiné Equatorial. Então, ou de Guiné-Bissau, ou de Guiné Equatorial, eu estarei falando com o programa Café com o Presidente
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